A investigação contra a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira foi considerada nula pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Segundo decisão do desembargador Itamar de Lima, do Órgão Especial do TJGO, o tribunal não havia autorizado previamente a apuração contra a promotora, que possui foro por prerrogativa de função. A decisão foi assinada em 25 de agosto. A investigação começou na Polícia Civil para apurar suspeitas de estelionato e lavagem de dinheiro atribuídas ao filho da promotora, Gabriel Fucciolo de Oliveira Brandão. O caso envolve a negociação de 300 cabeças de gado, avaliadas em R$ 915 mil. O pagamento teria sido feito com um cheque pós-datado, que posteriormente foi devolvido por falta de fundos. A apuração também contou com informações financeiras do Coaf. O nome da promotora apareceu durante a investigação, e o caso chegou ao TJGO. A defesa alegou que a Procuradoria-Geral de Justiça havia aberto um procedimento investigatório contra Leila sem autorização do tribunal.