A parcela da classe média e da classe média alta em situação de superendividamento aumentou. Consumidores com renda mensal acima de dez salários mínimos e com 50% da renda comprometida com dívidas chegaram a 12,8%, o maior patamar em oito meses. Os dados são de um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A economista e professora da Universidade Estadual de Goiás, Adriana Pereira, afirmou que o superendividamento já estava em patamar elevado desde a pandemia, mas atingiu picos mais altos em março e novembro. Segundo ela, a pandemia impactou a renda das pessoas, o que levou ao aumento do consumo quando a rotina voltou ao normal, sem que houvesse crescimento proporcional da renda.