Comerciante há quase dez anos, Fernanda Corrêa, teve que não apenas resistir, mas aprender a se reinventar. O cenário atual do comércio varejista tem exigido, mais do que nunca, uma profunda capacidade de resiliência por parte dos empresários. O setor enfrenta um ambiente macroeconômico altamente desafiador, marcado por juros altos, que encarecem o custo do capital e impactam diretamente o poder de compra do consumidor. Essa pressão financeira se reflete no aumento da inadimplência, o que acende o alerta nas empresas e força o mercado a adotar uma severa restrição de crédito. Até o mês de agosto, segundo a Serasa, eram mais de 2 milhões e 700 mil goianos inadimplentes, que acumulavam R$19 bilhões em dívidas. E com o acesso ao parcelamento e aos empréstimos mais difícil, o ritmo das vendas físicas tradicionais desacelera.