O Tribunal de Justiça de Goiás decidiu manter a aposentadoria compulsória do juiz, Adenito Francisco Mariano Júnior, punido depois de uma investigação que apurou a atuação dele em processos julgados na comarca de Silvânia. A decisão foi tomada pela maioria dos desembargadores, que rejeitaram um recurso apresentado pela defesa. Adenito Francisco foi aposentado em abril deste ano. A investigação começou depois da suspeita de que advogados escolhiam a comarca onde os processos seriam julgados para tentar conseguir decisões favoráveis. A defesa diz que não era responsabilidade do juiz conferir se os documentos apresentados pelas partes eram verdadeiros. O principal argumento da defesa é que o Tribunal não levou em conta um entendimento mais recente do Supremo Tribunal Federal. Segundo o advogado do juiz, Matheus Costa, o STF decidiu que a aposentadoria compulsória não pode mais ser usada como punição para magistrados e que esse entendimento já valia quando Adenito Francisco foi aposentado.