O debate sobre a permanência ou retirada das gameleiras se intensificou depois que um galho de grande porte caiu de uma das árvores, no último sábado (19). Ninguém ficou ferido. Após a ocorrência, a AMMA esteve no local com a Defesa Civil e a Secretaria de Engenharia de Trânsito, a SET, e informou que a área precisa ser monitorada enquanto o impasse não é resolvido. Segundo a bióloga Wanessa Castro, da AMMA, um parecer técnico assinado por sete analistas da Gerência de Arborização aponta que duas das quatro gameleiras têm risco iminente de queda. O documento recomenda a retirada dessas duas árvores e a poda das outras duas. O ambientalista e presidente da Arca Goiás, Gerson Neto, reconhece que as gameleiras não são espécies indicadas para o ambiente urbano, principalmente pelo crescimento acelerado e pelas raízes agressivas. Mas ele defende que uma eventual retirada seja feita de forma gradual e planejada, com a substituição por outras espécies de grande porte, para evitar a perda repentina da arborização e do microclima da região.