Entidades que representam prefeitos criticaram a condução da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada na Câmara dos Deputados, que prevê o fim da escala 6x1. Apesar de afirmarem ser favoráveis à discussão sobre o tema, o presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, Zé Délio Júnior, considera inadequado que a proposta avance em um ano eleitoral. Em entrevista à CBN Goiânia, ele demonstrou preocupação com a falta de diálogo e com os impactos financeiros que a medida pode gerar para as prefeituras. Segundo o dirigente, a proposta está sendo conduzida de forma "populista", sem prever mecanismos de compensação para os municípios. O representante dos municípios goianos destacou que os serviços públicos contínuos serão os mais afetados e que o fim da escala poderá gerar impactos diretos nas finanças municipais e na qualidade dos serviços prestados à população. Entre os setores apontados como mais sensíveis estão a saúde pública, os serviços de limpeza urbana e as obras de infraestrutura, que atualmente operam com jornadas de 44 horas semanais.