A redução do ICMS estadual sobre combustíveis poderia até provocar queda no preço nas bombas, mas dificilmente o desconto seria repassado de forma integral ao consumidor. Segundo especialistas, o impacto tende a ser pequeno, muitas vezes percebido apenas em centavos. A avaliação ocorre após o posicionamento do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda sobre o tema. Diferentemente do governo federal, os estados têm menos alternativas para compensar perdas de arrecadação em caso de redução do imposto. O ICMS sobre combustíveis representa uma parcela significativa da receita estadual. O advogado tributarista Flávio Rodovalho afirma que a resistência dos estados está relacionada ao impacto fiscal. Segundo ele, os combustíveis estão entre as principais bases de arrecadação, ao lado da energia elétrica, e muitos estados já abriram mão de receitas em 2022, enfrentando atualmente um cenário de incerteza diante da reforma tributária.