A demora para conseguir um procedimento tem deixado pacientes aguardando no Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada, o Heapa. Entre eles está Débora Borges, de 20 anos. Ela espera por uma transferência para tratar uma pedra que, segundo os médicos, pode ter saído da vesícula e ficado presa no canal que leva a bile até o intestino. A bile é um líquido produzido pelo fígado e armazenado na vesícula, que ajuda na digestão dos alimentos. Débora descobriu que tinha uma pedra na vesícula durante a gestação, mas, naquele momento, não sentia dores. Depois do parto, começou a ter crises fortes e procurou várias vezes uma UPA. Ela chegou a fazer acompanhamento médico, mas precisou ser encaminhada para o Heapa depois que as dores aumentaram. No hospital, os exames mostraram que a vesícula estava inflamada. Débora passou por uma ultrassonografia e uma tomografia, mas a pedra não foi mais encontrada dentro da vesícula. A suspeita dos médicos era de que ela tivesse saído da vesícula e descido para um dos canais por onde a bile passa.