O mecanismo de split payment, que será utilizado para a arrecadação dos novos tributos após a reforma tributária, pode não ter infraestrutura de dados e energia elétrica suficiente para suportar a demanda. A estimativa é de 10,5 trilhões de operações por ano, volume muito superior ao do Pix. Em entrevista à CBN Goiânia, o advogado tributarista Adolpho Bergamini afirma que 2026 será o ano-chave para a implementação da reforma. Segundo ele, as empresas terão cerca de seis meses para se adaptar às novas regras de composição de custos e aos modelos contábeis. O especialista demonstra preocupação com a viabilidade do sistema. Bergamini explica que, no modelo proposto, a nota fiscal emitida pelo contribuinte será analisada pela instituição financeira responsável pelo pagamento. O banco identificará a destinação dos tributos — IBS para estados e municípios e CBS para a União — e verificará, nos sistemas fiscais, a existência de créditos a compensar. Caso haja, o valor será abatido e a diferença repassada ao fisco.