Pacientes que estão esperando internados em unidades de urgência há mais de 24 horas devem ser transferidos. A recomendação é do Ministério Público de Goiás, que também exige que a prefeitura de Goiânia regularize o estoque de remédios e a oferta de exames na rede municipal. Os parâmetros para essas mudanças foram definidos em um encontro entre promotores e representantes do Tribunal de Contas dos Municípios. A orientação foi feita após inspeções no final de maio. Os promotores identificaram que pacientes estão ficando em UPAs e Cais por um período maior do que o permitido pelo Conselho Federal de Medicina. O prazo máximo nessas unidades de urgência deve ser de um dia. Depois disso, o paciente precisa ir para um hospital. Além das transferências, o Ministério Público cobra o abastecimento de materiais e equipamentos, além de exames que estão em falta, como hemogramas e raio-X. O documento foi enviado ao prefeito Sandro Mabel e ao secretário municipal de Saúde. A prefeitura tem cinco dias úteis para responder se vai cumprir as medidas. Se aceitar, o município terá até o dia 2 de julho para comprovar a normalização.