Vai continuar preso o policial militar suspeito de atirar em frente a uma chácara de eventos em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Uma adolescente de 15 anos foi atingida pelo disparo e está internada em estado grave. Durante audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A defesa do policial militar, por outro lado, solicitou liberdade provisória, com medidas cautelares, alegando ausência de dolo e legítima defesa. Os advogados também argumentaram que o policial é réu primário, tem bons antecedentes e residência fixa. A Justiça homologou o flagrante e converteu a prisão em preventiva. A juíza considerou a gravidade do caso, os disparos feitos em um local com aglomeração de pessoas e o fato de o investigado ser um policial treinado para o uso de armas de fogo. Para a magistrada, as medidas alternativas à prisão seriam insuficientes diante do risco causado pela ação, que deixou uma adolescente gravemente ferida.