João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola foram condenados ao pagamento de 20 milhões de reais por danos morais coletivos relacionados aos abusos sexuais atribuídos ao médium. A sentença também determina que os réus indenizem individualmente as vítimas. Segundo a sentença do juiz André Luiz Ligoria, os abusos sexuais foram cometidos por João de Deus dentro da instituição e estavam relacionados à atuação do médium como principal dirigente e líder espiritual da entidade, além dos atendimentos espirituais e das atividades organizadas pelo centro, em Abadiânia, no entorno do Distrito Federal. Uma investigação do Ministério Público, iniciada em dezembro de 2018, reuniu mais de 300 relatos de vítimas de diferentes estados e também do exterior. O magistrado rejeitou os principais argumentos apresentados pelas defesas.