Com a previsão do governo federal de quebra de safra de arroz e milho no país, por conta dos efeitos do fenômeno “El Niño”, produtores goianos planejam com cautela os investimentos nos próximos meses. No estado, a lavoura de milho é a que mais preocupa. Diante da quebra já verificada na última safra e a previsão de recuo de 31% feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços devem sentir o efeito. O cenário deve pressionar outras cadeias produtivas como de bovinos e aves, que dependem de milho e soja para produção de rações. O Assessor Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Lucas Lopes de Castro aponta outros desafios enfrentados pelos produtores. Em relação ao arroz, não há previsão de fortes impactos. As lavouras irrigadas do estado detém a maior área plantada, com 22 mil hectares e 156 mil toneladas produzidas. Já o sequeiro, que depende exclusivamente da chuva, representa uma área bem menor, com 1 mil hectares e 3 mil toneladas de produção.