Foi ajuizada uma ação civil pública contra o iFood por suspeita de adotar práticas sistemáticas que prejudicam consumidores no funcionamento da plataforma de delivery. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), autor da ação, o inquérito reuniu elementos que apontam registros falsos de tentativa de entrega, com marcação de "cliente ausente" sem comprovação efetiva, além do encerramento automático do canal de comunicação entre consumidor e entregador logo após a finalização do pedido. Também foi identificada possível apropriação de produtos por entregadores e a recusa de reembolso com base em respostas automatizadas, sem análise individualizada das reclamações. O MPGO sustenta que a empresa não pode ser considerada mera intermediadora, uma vez que centraliza o controle dos pagamentos, cancelamentos e da resolução de conflitos. Segundo o órgão, isso caracteriza a condição de fornecedora de serviços, sujeita à responsabilidade prevista no Código de Defesa do Consumidor.