A Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil enfrenta desafios para sua plena efetividade. A maior parte das empresas ainda não se adequou a lei e a fiscalização ainda é muito pequena. Segundo especialistas, apesar de relativamente nova, já que ela foi sancionada em 2020, a lei tem uma aplicação prática que esbarra na falta de conscientização e nas dificuldades financeiras das empresas. As pequenas e médias empresas não se adequaram a lei e muitas continuam ignorando exigências básicas de proteção de dados, o que gera riscos de vazamentos. Outra situação apontada pelo advogado Matheus Puppe, mestre e doutorando no tema é o número limitado de sanções administrativas e o baixo valor das primeiras multas aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados . Matheus Puppe afirmou que o Brasil está atrasado em relação a outros países. Segundo ele é importante ampliar a capacidade real de fiscalização e garantir a punição aos que não conseguem a lei. Ele explicou que o avanço da inteligência artificial é importante que exista uma agência reguladora que seja capaz de realizar os trabalhos previstos. Ele defende revisões mais periódicas da LGPD para garantir uma efetiva fiscalização e proteção dos dados no ambiente digital.