Apesar do aumento do desmatamento, cerca de 57% das áreas desmatadas no estado foram alvo de ações de fiscalização, como embargos, autos de infração e multas aplicadas por órgãos ambientais. A cientista ambiental e gestora ambiental, analista de pesquisa no Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Alerta Cerrado, Roberta Rocha, disse que 11% das áreas desmatadas no período estavam vinculadas a autorizações oficiais de supressão de vegetação nativa, o que indicou que a maior parte do desmatamento identificado acabou sendo considerada irregular ou alvo de algum tipo de sanção. Segundo a especialista, mesmo quando a fiscalização ocorreu após o desmatamento, ela continuou sendo essencial para coibir novos danos. Quando uma área foi embargada, o proprietário ficou impedido de utilizá-la economicamente, o que serviu como sanção e também como mecanismo para permitir a regeneração ambiental.