As redes sociais se tornaram um importante canal de debate político e de consumo de conteúdo de campanha entre eleitores. Em muitos destes conteúdos é comum identificar críticas e acusações contra determinados candidatos e partidos. O advogado especialista em direito eleitoral e membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Goiás, Márcio Silva, argumenta que um cargo público abre espaço para o recebimento de críticas, mas há limites quando se tornam acusações pessoais e apontamentos de prática de crimes sem fundamento. Nestes casos, a justiça eleitoral pode investigar a conduta do criador do conteúdo e também de quem o compartilhou. Ainda segundo Márcio Silva, a atual legislação prevê punições que incluem a retirada da postagem do ar e direito de resposta. Além de pedir a exclusão da postagem e o direito de resposta, a vítima de ataques na internet pode acionar a Justiça nas esferas cível e criminal de forma simultânea. O especialista reforça que o eleitor que repassa desinformação consciente do erro também pode responder judicialmente.