Trinta e nove anos depois do acidente com o Césio-137, vítimas da tragédia ainda precisam lidar com o preconceito e a desinformação. Entre os mitos que ainda persistem está a ideia de que essas pessoas continuam emitindo radiação. A diretora-geral do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves, o CARA, Glaucilene Umbelina de Freitas Esteves, diz que esse tipo de desinformação ainda provoca situações de preconceito, inclusive entre crianças e adolescentes nas escolas. Incêndio atinge Parque Telma Ortegal em Abadia de Goiás; área com rejeitos do Césio-137 não foi afetada Projeto enviado à Alego propõe reajuste de quase 70% nas pensões de vítimas do acidente com Césio-137, em Goiânia Justiça de Goiás suspende isenções fiscais de vítimas graves do césio-137 O CARA acompanha cerca de mil e trezentas pessoas com cadastro ativo, além de descendentes das vítimas até a terceira geração. Segundo Glaucilene, ao longo desses 39 anos, as principais consequências observadas não foram as doenças que inicialmente se temia, mas, principalmente, os impactos psicológicos e sociais.