Mesmo com a queda da maioria dos indicadores de criminalidade em Goiás, o feminicídio segue na contramão. Em 2025, o número de casos subiu de 56 para 59, um aumento de 6%. Na comparação com 2018, quando foram registrados 36 crimes, a alta chega a quase 64%. Para a advogada e especialista em segurança pública, Bartira Miranda, os dados mostram um limite claro da política tradicional de segurança. Segundo ela, o feminicídio tem características próprias e não responde às mesmas estratégias usadas para reduzir roubos e homicídios. Dados nacionais indicam que cerca de 94% dos crimes sexuais são cometidos por companheiros, ex-companheiros ou familiares. Até o dia 30 de novembro de 2025, o Conselho Nacional de Justiça registrou que 617 processos sobre feminicídio tinham sido inseridos no sistema. O número chama a atenção, mas, segundo Bartira, a diferença pode ser explicada pela falta de transparência na divulgação dos dados.