Embora as restrições ao uso da água da bacia do Rio Meia Ponte tenham limitado o crescimento econômico em algumas cidades, a medida foi fundamental para evitar um racionamento severo em Goiânia, segundo especialista. Após quatro anos, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) voltou a liberar novos pedidos de captação na região abaixo da capital. A liberação ocorre porque, nesse trecho, a água utilizada em Goiânia já retornou ao rio, garantindo volume suficiente para outros usos, como a irrigação. O professor da UFG e especialista em recursos hídricos, Kleber Formiga, explica que a outorga é o instrumento que autoriza o uso da água, que não pode ser captada livremente, mesmo em propriedades privadas. No caso do Meia Ponte, o controle é feito pelo Estado, por meio da Semad.