Foi restabelecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a acusação de estupro de vulnerável contra uma das vítimas de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. A decisão faz parte de um processo que investiga abusos sexuais supostamente praticados durante atendimentos espirituais. A decisão foi proferida pela ministra Maria Marluce Caldas após recurso apresentado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A magistrada também afastou a tese de extinção por perda de prazo em relação a três vítimas, entendimento que havia sido adotado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Em primeira instância, João de Deus foi condenado. No entanto, ao julgar recurso da defesa, o TJGO reformou parcialmente a sentença, desclassificando um dos crimes de estupro de vulnerável para violação sexual mediante fraude e reconhecendo a decadência do direito de representação de três vítimas.