O Supremo Tribunal Federal rejeitou o pedido de arquivamento dos inquéritos que investigam o ex-presidente do Detran de Goiás, João Furtado de Mendonça Neto, por supostas fraudes em contratos do órgão. As investigações apuram suspeitas de problemas em dois contratos feitos durante a gestão dele no Detran. Um dos casos investiga suspeitas de fraude em um contrato do serviço de vistoria de veículos, apurado desde 2015. O outro apura possíveis irregularidades na emissão e no envio de documentos de carros, depois de suspeitas de cobrança acima do valor correto, em uma investigação aberta em 2020. A defesa de João Furtado alegava que por ele ser procurador do estado na época dos fatos, o caso deveria ser analisado pelo Tribunal de Justiça de Goiás, e não pela primeira instância. O ministro Gilmar Mendes chegou a concordar com esse entendimento em uma decisão individual e determinou a suspensão das investigações naquele momento.