Uma pesquisa apontou que pacientes do SUS em Goiás têm quase oito vezes menos acesso a leitos de UTI do que usuários de planos de saúde. Apesar de o estado possuir disponibilidade de leitos acima do mínimo recomendado internacionalmente, o acesso está concentrado na rede suplementar, o que evidencia a desigualdade no atendimento. Atualmente, a rede privada dispõe de 922 leitos de UTI para menos de um milhão de beneficiários, enquanto o SUS conta com 798 vagas para atender mais de seis milhões de pessoas. Os dados revelam gargalos nos serviços de alta complexidade e dificuldades para garantir o acesso aos leitos disponíveis. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, a solução para o problema não depende apenas da criação de novas vagas. Segundo ele, é necessário investir na organização da rede, na regulação dos leitos e no planejamento da assistência.