A população ribeirinha do Rio Araguaia tem alta consciência ambiental e está disposta a contribuir financeiramente para salvar o manancial, é o que mostra um estudo da Universidade Estadual de Goiás (UEG), coordenado pela professora Joana D'arc Bardella Castro, o estudo aponta que as mulheres são as mais engajadas: 73% aprovam o pagamento de uma taxa média de 43 reais por mês. O levantamento estima que, se o estado cobrasse uma taxa de turistas, o valor arrecadado passaria de R$ 40 milhões por ano, montante que poderia ser ainda maior se grandes usuários, como o setor agropecuário e empresas de saneamento, também pagassem pelo uso da água. Além da questão financeira, a análise técnica da água acendeu um alerta vermelho. Em Goiás, o principal problema é a alta concentração de produtos de limpeza, o que compromete todo o ecossistema.