A judicialização da saúde tem sobrecarregado órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública, segundo avaliação de especialista. Além disso, mesmo com decisões liminares, o poder público nem sempre cumpre as determinações. O advogado especialista em saúde Marcelo Celestino, em entrevista à CBN Goiânia sobre os problemas recentes na rede pública da capital, afirma que as falhas no atendimento levam a população a recorrer à Justiça para garantir acesso a serviços e tratamentos, mas nem sempre há solução efetiva. Ele destaca que o processo também gera custos aos pacientes e, em muitos casos, não resolve a demanda. Apesar disso, o advogado avalia que a judicialização ainda está longe de deixar de ser necessária. Segundo ele, o Tribunal de Contas dos Municípios já identificou desabastecimento em mais de 94 unidades de saúde.