A taxa básica de juros na casa dos dois dígitos encarece o crédito de forma generalizada e é um dos fatores que impulsionam a inadimplência. Pesquisa da Serasa Experian mostra que, em junho deste ano, Goiás registrou 250 mil empresas negativadas. Durante entrevista à CBN Goiânia, o economista e advogado tributarista Danilo Orsida explicou que, no acumulado do primeiro semestre de 2026, a inadimplência empresarial em Goiás avançou 5,4%. Segundo ele, o crédito caro pressiona as finanças de micro e pequenas empresas, que dependem de financiamentos para custear despesas de produção, fluxo de caixa e folha de pagamento. O economista lembrou que, em 2025, programas de renegociação dos setores público e privado promoveram uma redução temporária da inadimplência em Goiás. Em 2026, no entanto, o encarecimento do crédito voltou a pressionar as contas das empresas.