Para 82% das famílias brasileiras, o cenário é de endividamento. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio, o índice é recorde da série histórica. Com a Selic em 14% ao ano, o crédito continua caro. Somado à inflação acumulada nos últimos anos, que reduziu o poder de compra das famílias, esse cenário fez com que muitos brasileiros recorressem ao cartão de crédito e a empréstimos para complementar o orçamento. O especialista em finanças e endividamento, Felipe Rabelo, explica que algumas dívidas se destacam nesse perfil. Nova MP amplia renegociação de dívidas de produtores rurais Desapropriação do antigo Jóquei Clube de Goiás é mantida pela Justiça Contribuintes goianos com débitos de ICMS, IPVA e ITCD podem renegociar dívidas pelo programa Negocie Já II Felipe Rabelo cita também uma espécie de efeito cascata no uso do crédito. Quando a pessoa passa a pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão, por exemplo, pode acabar precisando fazer uma nova dívida para quitar outra, tornando necessária uma reorganização das finanças. Para sair desse ciclo, ele destaca que um dos principais erros é tentar ignorar o cenário de endividamento.