Apesar de ainda não ter acesso à íntegra do documento, a Associação Goiana do Ministério Público recebeu com surpresa a notícia de que o Governo do Estado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) criou regras para analisar e definir quando responder ou deixar de atender requisições de dados. O promotor e presidente da associação, Leandro Murata, classifica que, com base no que foi divulgado pela jornalista e colunista da CBN Goiânia, Fabiana Pulcinelli, e no que consta no despacho da PGE, a medida configura abuso e representa afronta às prerrogativas do Ministério Público e de seus membros, prejudicando o trabalho de investigação e a atuação do órgão de forma geral. O promotor explica que o Ministério Público dispõe do chamado poder de requisição. Essa prerrogativa permite ao órgão determinar o envio de informações e documentos necessários à apuração de fatos, não se tratando apenas de uma solicitação, mas de uma ordem legal no âmbito jurídico.