Os afastamentos do trabalho por agressões contra mulheres cresceram 152% entre 2023 e 2025. Goiás aparece como o terceiro estado com maior número de ocorrências, com 7%, atrás de São Paulo, com 45%, e do Paraná, com 11%. A análise com base na Classificação Internacional de Doenças indica que 85% dos afastamentos estão relacionados a agressões físicas, seguidas por casos de maus-tratos, negligência, abandono e violência sexual. Os dados são da empresa VR. A diretora executiva de gestão de pessoas em uma consultoria de recursos humanos, Thaíse Helena, afirma que a violência contra a mulher ultrapassa o ambiente doméstico e impacta o desempenho profissional. Segundo ela, cabe às empresas capacitar lideranças para identificar sinais, acompanhar indicadores — como aumento de afastamentos e queda de produtividade — e adotar medidas preventivas.